domingo, 31 de julho de 2011

EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA NA POTÊNCIA ANAERÓBIA ALÁTICA DE JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAL

Resumo selecionado para apresentação no  IV CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO FUTEBOL e no VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE.
Como descrito abaixo, foram utilizadas como referência para elaboração do estudo as metodologias de treinamento empregadas na preparação de uma equipe de futebol profissional da 1° Divisão do Campeonato Gaúcho de 2011.
Em breve publicarei o artigo na integra! Aguardem!

EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA NA POTÊNCIA ANAERÓBIA ALÁTICA DE JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAL
Autores: Marcio Corrêa, Hodo Figueiredo, Marcelo Cardoso, Luiz Crescente, Osvaldo Siqueira.
ULBRA/LAFIMED -  ESEF/LAPEX
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
Introdução: Informações sobre o perfil, comportamento e efeitos de diferentes metodologias do treinamento sobre as variáveis neuromusculares e metabólicas, auxiliam a comissão técnica no planejamento e adequação das cargas de treino. A potência anaeróbia é uma variável importante para o desempenho no jogador de futebol, já que é verificada nas ações do jogo, como os deslocamentos de alta intensidade e curta duração.

Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo geral verificar os efeitos de um período de 10 semanas de treinamento de força na potência anaeróbia de membros inferiores em futebolistas profissionais. E como objetivo específico descrever e comparar os resultados estratificados por posição (zagueiro = Z, meio campo = MC, laterais = L e atacantes = A).

Material e Métodos: Participaram do estudo 23 atletas de futebol profissional de um clube de Porto Alegre / RS que disputaram a primeira divisão do campeonato estadual no ano de 2011. Para avaliação da potência anaeróbia de membros interiores foi realizado o teste de saltos verticais, através da técnica do salto Counter Moviment Jump (CMJ) e Salto Livre (SL) utilizando o tapete de contato da marca JUMP TEST (Hidrofit). O período de treinamentos de força, foi realizado com 15 sessões destinadas aos estímulos ligados ao desenvolvimento de potência de membros inferiores, sendo 10 sessões realizadas com equipamento na academia do clube, caracterizadas por 3 séries de 8 repetições a 80% da carga máxima individual e 5 sessões de força especial no campo, com exercícios de meio agachamento associados a saltos, acelerações e situações de jogo. Durante este período de dez semanas foram realizadas três avaliações, no início, na quinta semana e outra no final da décima semana. Para verificar os efeitos do treinamento de força na potência anaeróbia adotamos o teste de ANOVA para medidas repetidas e nas comparações múltiplas o teste (Post-Hoc) de Bonferroni. Nas comparações por posições empregamos o teste da ANOVA One-Way, para as comparações múltiplas o teste (Post-Hoc) de Scheffé. O software utilizado será o SPSS V.18. O alfa adotado será de 0,05.  
Resultados: (valores médios e desvio padrão)

Posições
N
1ª avaliação
CMJ (cm)
2ª avaliação CMJ (cm)
3ª avaliação CMJ (cm)
1ª avaliação
SL (cm)
2ª avaliação SL (cm)
3ª avaliação SL (cm)
Z
5
43,30±2,80
43,06±3,05
48,22±4,67
50,30±6,35
50,82±4,89
54,47±5,75
MC
7
40,75±3,42
41,50±2,78
45,78±1,81
47,52±4,60
47,50±5,23
54,64±1,51
L
4
38,16±4,68
40,42±5,49
43,00±4,45
44,20±2,17
47,05±4,40
49,60±1,62
A
7
45,27±2,67
45,58±4,27
48,86±6,08
52,60±5,14
52,55±3,83
56,24±4,80


Conclusão: Após  10 semanas de treinamento não encontramos diferenças significativas nos resultados quando comparados entre as posições. No entanto, quando comparados os valores médios para os saltos CMJ e SL em relação aos períodos avaliados, os resultados da terceira avaliação foram estatisticamente superiores aos valores médios das avaliações iniciais, demonstrando assim que esta proposta de treino de força promoveu alterações significativas no desempenho dos jogadores profissionais. Os resultados no SL foram maiores que no CMJ e podem ser explicados pela semelhança com a técnica de salto e exigências do jogo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aspectos Biolgicos x Aspectos Humanos do Jogo Desportivo

Confira abaixo uma interessante entrevista em que o Prof. Dr. Julio Garganta elucida algumas de suas idéias acerca dos aspectos biológicos e humanos do jogo desportivo.
Uma excelente ferramenta para quem busca aperfeiçoar as relações ensino - aprendizagem em qualquer nível do treinamento desportivo.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Utilização da crioterapia no futebol: mitos e verdades


Para melhora da estrutura e da função musculares são necessários microtraumas que sinalizem processos regenerativos. Exercícios novos em que o atleta não está acostumado a executar, que sejam de alta intensidade e com ação muscular excêntrica, são os maiores causadores de microtraumas que podem gerar desconfortos entre 12 e 72 horas.


Entre os mecanismos de sinalização encontram-se a liberação de processos inflamatórios, mudança de distribuição de fluxo intra e extracelulares, edema, rigidez muscular, diminuição da amplitude articular e dor muscular tardia. Quanto mais perdurarem esses sinais e sintomas, mais prejudicado estará o desempenho do atleta e, por este motivo, a combinação adequada entre os treinamentos de alta intensidade, jogos e período de recuperação é fundamental para o sucesso competitivo (Goodall e Howatson, 2008).


Das técnicas utilizadas para acelerar o processo de recuperação muscular encontram-se dieta rica em carboidrato, recuperação ativa, eletro estimulação, massagem, aplicação de contraste, crioterapia, entre outras (Barnett, 2006).


A crioterapia consiste em retirar a temperatura corporal para minimizar os efeitos negativos dos microtraumas e aumentar o bem-estar dos atletas e tem se popularizado no futebol pela aplicação de imersão em água gelada (IAG).


Apesar de hipoteticamente reduzir fatores inflamatórios e minimizar desconfortos musculares e articulares, os resultados mostrados na literatura com aplicação de IAG são contraditórios. Em um trabalho de revisão sistemática muito interessante, Bleakley e Davison (2010) apresentaram resultados de estudos que utilizaram diferentes sujeitos e várias modalidades esportivas. Os autores destacam que embora a IAG possa causar alterações hemodinâmicas, respiratórias, metabólicas, antioxidantes e endócrinas, não incluíram no estudo nenhum dado relacionado ao futebol.


O primeiro estudo a investigar os efeitos da IAG em jogadores de futebol parece ter sido feito em 1996 por Cross, Wilson e Perrin. Os autores avaliaram o desempenho de atletas da 3ª divisão na corrida de ida e volta; no salto unilateral em 6m de distância e no salto vertical unilateral com e sem IAG (20min a 13°C). Os resultados indicaram redução no salto vertical e no teste de ida e volta não havendo diferença significativa no salto de 6m. Apesar da pouca especificidade das tarefas relacionadas ao futebol, os resultados são curiosos já que ao contrário do que se imaginava, a IAG ao invés de causar alguma melhora, manteve ou piorou o desempenho.


Com o intuito de verificar se a IAG surtia algum efeito, Rowse ll et. al., (2009) analisaram o desempenho de atletas juniores após cada partida de futebol num total de quatro ocasiões. Os autores formaram dois grupos em que um fez IAG (n=6; 5 ciclos de 60s de imersão a 10ºC e 60s a 24ºC - temperatura ambiente) e outro fez imersão em água com temperatura ambiente (n=7; e 5 ciclos de 60s de imersão a 34ºC e 60s a 24ºC - temperatura ambiente). Após avaliarem testes físicos (salto contra-movimento, 12 tiros de 20m com 20s de descanso entre cada um deles), percepção subjetiva de esforço durante uma corrida submáxima (12 km/h), fatores inflamatórios (Creatina cinase, mioglobina, interleucinas 1b, 6 e 10) e bioquímicos (lactato desidrogenase), não encontraram diferença significativa entre os grupos em nenhuma das variáveis avaliadas.


Com o objetivo de comparar três diferentes estratégias de recuperação, Kinugasa e Kilding, (2009) aplicaram IAG + banho quente (12ºC e 38ºC, respectivamente); IAG + recuperação ativa (12ºC e bicicleta ergométrica); e alongamento de rotina pós treino em 28 jovens futebolistas (14,3+0,7 anos). Após três jogos de futebol executados com 24 horas de intervalo entre cada um, os pesquisadores avaliaram salto vertical, frequência cardíaca, temperatura do tímpano, e a percepção na qualidade da recuperação muscular 10 minutos depois de cada jogo, após cada tipo de intervenção e depois de 24 horas. Os resultados demonstraram diferença somente na percepção da qualidade de recuperação após a intervenção do protocolo, porém normalizada após 24 horas.


Ascenção et. al. (2010) compararam o efeito da IAG (10min a 10°C) e da imersão termoneutra (10min a 35°C) em 20 futebolistas juniores. Creatina cinase, mioglobina, proteína C-reativa, salto (vertical e contramovimento), velocidade (tiro de 20m), força isométrica de quadríceps (isocinético) e percepção de dor muscular tardia (quadríceps, panturrilha, adutor e isquitibiais) foram analisados antes, 30min, 24h e 48h após o jogo. Em relação ao período de tempo, ambos os grupos aumentaram creatina cinase (30min, 24h e 48h), mioglobina (30min), proteína C-reativa (30min e 24h) e dor muscular tardia. Houve redução da altura do salto e da força máxima de quadríceps. O tiro de 20m não apresentou diferença entre os períodos.


Comparando os grupos, houve diferença significativa na creatina cinase (30min, 24h e 48h), mioglobina (30min), proteína C-reativa (30min, 24h e 48h), força do quadríceps (24h) e dor muscular tardia no quadríceps (24h), panturrilha (24 h) e adutor (30min). Esses resultados indicam que embora a IAG não melhore variáveis específicas do futebol (tiro e salto), ela parece reduzir a sensação de dor muscular tardia e pode aliviar o desconforto dos atletas.


Mais recentemente, Rowsell et. al., (2011) compararam o efeito da crioterapia (5x1min a 10ºC) e da hidroterapia (5x1min a 34ºC) nas velocidades de deslocamento e na percepção subjetiva de esforço pós-jogo em 22 juniores em quatro partidas de futebol realizadas com 24h de intervalo. Embora ambos os grupos tenham reduzido a distância percorrida em alta intensidade (>15km/h), a distância total e o tempo de manutenção da frequência cardíaca na zona acima 90% da máxima entre o primeiro e último jogo, não houve diferença entre o grupo que fez crioterapia do que fez hidroterapia. Apesar disso, o grupo que realizou IAG amenizou a sensação de dor nas pernas, a sensação de cansaço geral, manteve-se maior tempo na zona de FC moderada e amenizou a queda da distância total percorrida, mostrando efeito positivo da IAG versus a hidroterapia.


Esse é um aspecto interessante, já que derruba a hipótese de alguns autores que acreditavam que parte dos benefícios da IAG se dava exclusivamente em função da pressão hidrostática e não por causa da temperatura da água.


Um único trabalho que utilizou atletas profissionais como amostra foi realizado na Polônia por Korzonek-Szlacheta et. al., 2007. Após 10 sessões de crioterapia, os autores avaliaram as concentrações séricas de hormônios de 22 atletas (estradiol, testosterona, sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA) e do hormônio luteinizante) mostrando redução significativa da testoterona e do astradiol. Tais alterações foram atribuídas pela alteração da circulação sanguínea, porém, por não medir desempenho, o estudo não permite nenhuma extrapolação prática.


Pelo apresentado, verifica-se que não existe consenso na literatura quanto à aplicação da IAG. Além disso, os dados são reduzidos à categoria juvenil do gênero masculino. Parte da controvérsia encontrada entre os diferentes estudos pode ser explicada pelas diversas metodologias aplicadas, já que variações do método de IAG, diferença nas características dos sujeitos, no nível de condicionamento, no período de treinamento, nas variáveis selecionadas e no tempo pós-esforço para coletada de dados limitam comparações.


Conclui-se que ainda não existem razões científicas suficientes que justifiquem a utilização da IAG e sua efetividade poderá ser testada quando a ciência responder as seguintes perguntas:


01 – Qual a temperatura ideal da água para realização da IAG? 02 – Qual o tempo ideal de permanência? 03 - A imersão deve ser contínua ou intercalada co outra estratégia? 04 – Quais as interferências da maturação e do gênero nas respostas da IAG?


Enquanto isso não ocorrer, caberá a cada clube, comissão técnica e atleta decidir se o custo-benefício dessa prática valerá ou não a pena.


Autor: César Cavinato Cal Abad


Bibliografia


Ascensão A, Leite M, Rebelo AN, Magalhäes S, Magalhäes J. Effects of cold water immersion on the recovery of physical performance and muscle damage following a one-off soccer match. J Sports Sci. 2011 Feb;29(3):217-25.


Barnett A. Using recovery modalities between training sessions in elite athletes: does it help? Sports Med. 2006;36(9):781-96.


Bleakley CM, Davison GW. What is the biochemical and physiological rationale for using cold-water immersion in sports recovery? A systematic review. Br J Sports Med. 2010 Feb;44(3):179-87. Epub 2009 Nov 27.


Cross KM, Wilson RW, Perrin DH. Functional performance following an ice immersion to the lower extremity. J Athl Train. 1996 Apr;31(2):113-6. Goodall S, Howatson G. The Effects of Multiple Cold Water Immersions on Indices of Muscle Damage. J Sports Sci and Med (2008) 7, 235 – 241.


Kinugasa T, Kilding AE. A comparison of post-match recovery strategies in youth soccer players. J Strength Cond Res. 2009 Aug;23(5):1402-7.


Korzonek-Szlacheta I, Wielkoszynski T, Stanek A, Swietochowska E, Karpe J, Sieron A. Effect of whole body cryotherapy on the levels of some hormones in professional soccer players. Endokrynol Pol. 2007 Jan-Feb;58(1):27-32.


Rowsell GJ, Coutts AJ, Reaburn P, Hill-Haas S. Effect of post-match cold-water immersion on subsequent match running performance in junior soccer players during tournament play. J Sports Sci. 2011 Jan;29(1):1-6.


Rowsell GJ, Coutts AJ, Reaburn P, Hill-Haas S. Effects of cold-water immersion on physical performance between successive matches in high-performance junior male soccer players. J Sports Sci. 2009 Apr;27(6):565-73.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Neurociência: A relação entre hômega 3 e a sinalização cerebral.

Uma dieta baixa em ácidos graxos ômega-3 – normalmente encontrados em óleos de peixes – tem sido associada a transtornos de humor. Para encontrar uma ligação molecular, Sophie Laye, na Universidade de Bordéus, em França, Olivier Manzoni no Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica em Marselha e seus colegas alimentaram ratos com uma dieta que era rica ou pobre em ômega-3. Em seguida observaram a capacidade dos neurônios no córtex pré-frontal, uma região do cérebro responsável em mediar o comportamento emocional, para alterar a força de suas conexões – um processo conhecido como plasticidade sináptica. Os autores focaram em moléculas sinalizadoras lipídicas chamadas de endocanabinóides e seus receptores, que estão envolvidos neste processo.

Eles descobriram que camundongos cuja dieta era pobre em ômega-3 apresentaram níveis mais baixos de gorduras, e reduzida plasticidade sináptica, no córtex pré-frontal. Isto foi devido a dissociação dos receptores de canabinóides de certas proteínas que normalmente se ligam a eles. Camundongos alimentados com dieta pobre em omega-3 também mostraram sinais comportamentais de depressão e ansiedade.

Para ler o estudo na integra, acesse: FISIOLOGISTAS.WORDPRESS.COM

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Porto Alegre F.C. contrata Prof. Hodo Figueiredo



Porto Alegre FC se reapresenta para os treinamentos visando a disputa do Gauchão 2011

Após as festas de final de ano, o grupo de jogadores do time da zona Sul da Capital se reapresentou no estádio João da Silva Moreira, para dar continuidade aos treinamentos visando à disputa do campeonato Gaúcho. O Porto Alegre estreia na competição no dia 16 janeirto contra a equipe do Novo Hamburgo.

Passadas as festas de Natal e Reveillon, o grupo de jogadores do Porto Alegre FC se reapresentou, nesta segunda-feira, no estádio João da Silva Moreira, para dar continuidade aos treinamentos visando a estreia no Gauchão de 2011, no dia 16 de janeiro, diante de sua torcida, contra a equipe do Novo Hamburgo.


Os altetas realizaram trabalhos de avaliação e manutenção física sob o comando do preparador físico Marcio Correa, e trabalharam tática e tecnicamente com a orientação do treinador Marcelo Rospide.

Para a sua segunda participação na elite do futebol gaúcho, o Porto Alegre conta com uma nova comissão técnica:


Marcelo Rospide (treinador);

Marcio Correa (preparador físico);

João Manoel Correa (auxiliar técnico),

Hodo Figueiredo (preparador fisico adjunto);

Daniel Crizel (preparador de goleiros)








De acordo com o gerente de futebol do time da zona Sul da Capital, Aloisio Pires, o planejamento do clube para 2011 tem como principal objetivo realizar uma boa campanha na 1 Divisão do futebol gaúcho. "Temos uma boa base que disputou a Copa Enio Costamilan, e seguimos trabalhando para reforçar o grupo de jogadores e avaliando alguns atletas que trouxemos para um periodo de testes. Queremos montar um time competitivo e forte para disputar de igual para igual com os grandes do futebol gaúcho", afirmou.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Velocidade Coletiva no Futebol

Olá,amigos!
Há muito tempo penso acerca da velocidade no futebol e nas formas de treiná-la.
Na opinião de muitos e renomados autores, pode-se definir e treinar as manifestações de velocidade no futebol de várias formas (cíclica, acíclica, máxima, sub-máxima, com bola, sem bola, etc.).No entanto, pouco se fala da velocidade coletiva!
Até que ponto interessa treinar tiros de 10 m, 15 m, 20 m e afins se coletivamente a equipe não estiver preparada para ocupar os espaços (verticais, horizontais)de forma rápida e eficiente?
Nesta linha de raciocinio, recomendo a leitura de um artigo bem interessante do prof. Luis Esteves que pode ajudar bastante no debate e na execução de novas idéias e formas de treinar a velocidade no futebol...
http://www.universidadedofutebol.com.br/2010/07/1,14753,A+HIPOTESE+DOS+MARCADORES+SOMATICOS+E+A+VELOCIDADE+COLETIVA+NO+FUTEBOL.aspx?p=1
Abraço a todos (as)!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

El entrenamiento de Fuerza a Favor o en Contra del Fútbol

Cuando los preparadores físicos conversan con los entrenadores o técnicos en diferentes deportes nadie discute sobre la importancia de entrenar la fuerza y la potencia muscular (Anselmi, Cappa, Alarcón). En cambio es común en el fútbol (aunque cada vez menos) que el entrenador manifieste haber tenido una mala experiencia con el entrenamiento de sobrecarga y que no este de acuerdo en que el plantel asista al gimnasio. Esto esta fundamentado frecuentemente en ejemplos de jugadores exitosos que nombra el director técnico y que nunca tocaron una pesa. No vamos a discutir que esto en algunos casos puede ser cierto, pero actualmente lo jugadores exitosos que emigran a jugar hacia las ligas más poderosas de Europa se encuentran con que los equipos realizan sobrecarga como una practica normal del proceso anual de entrenamiento. Y tampoco se puede discutir el hecho de que los deportistas mas potentes y mas veloces del planeta realizan sobrecarga (velocistas, saltadores, nadadores, etc).
Si bien anteriormente hemos abordado el tema sobre cual es la razón de la mala experiencia de los técnicos de fútbol (Cappa '00), sin lugar a dudas la razón más importante es que los jugadores se volvían torpes con la pelota y se sentían demasiado duros. Esto puede pasar bajo ciertas condiciones de entrenamiento (tipo fisiculturista), aunque en la actualidad casi ningún preparador físico se le ocurriría entrenar de ese modo.
Hoy las técnicas modernas de entrenamiento de fuerza en el fútbol están relacionadas con ejercicios de alta producción de potencia como los derivados de levantamiento de pesas y con ejercicios de saltabilidad. Las técnicas de entrenar los músculos en forma aislada como lo hacen los deportistas que necesitan gran hipertrofia muscular se han dejado de lado (Anselmi '96).
De todos modos dijimos que todavía existen algunos técnicos que no están convencidos de que el entrenamiento de sobrecarga incrementa la velocidad de traslación, la reacción, la capacidad de salto, previene contra lesiones, etc. Ahora bien! Cual será la razón por la cual todavía algunos procesos de entrenamiento con sobrecarga no tienen éxito con algunos futbolistas.
Creemos que la razón es que si bien los preparadores físicos tienen muchos aspectos del entrenamiento con sobrecarga solucionados, como ser:
• El volumen de entrenamiento semanal o mensual.
• Tiempo de duración de la sesión.
• La relación que deben tener volumen e intensidad de acuerdo al período de entrena-miento (general, específico y competitivo).
Existen aún algunos conceptos que no están del todo definidos. Este tema estaría relacionado con la experiencia en el entrenamiento de sobrecarga y con las limitaciones que encontramos en algunos jugadores que se inician en el entrenamiento con pesas. Algunos puntos fundamentales a considerar son los siguientes:
• ¿Que tipos de ejercicios se deben utilizar de acuerdo a la experiencia previa?
• ¿Que hacemos con un jugador de primera división con 28 años que nunca hizo sobrecarga y que ha tenido una mala experiencia con la misma. ¿Debería hacerlo?
• ¿Que hacemos con un jugador que ha sido operado de sus meniscos y que le tiene miedo al trabajo con sobrecarga?
Una primera variable sería los ejercicios que se van a emplear durante los primeros meses de entrenamiento. Como dijimos antes esta descartado un programa completo basado en ejercicios uniarticulares tipo fisiculturismo. Aunque no descartamos la posibilidad de utilizar algunos ejercicios de este tipo si se necesitan. Entonces mientras vamos poniendo en condiciones la zona media (abdominales y espinales) debemos elegir entre utilizar sentadilla, media sentadilla, sentadilla por delante o cargadas. También seguramente nos invadirá la duda si aplicar fuerza tras la nuca, fuerza con impulso o segundo tiempo de potencia. Existen preparadores físicos que se inclinan por uno u otro ejercicio resaltando sus beneficios (muchas veces teóricos), sin tener en cuenta como se siente el deportista.
De esta forma muchos aplican la sentadilla por delante proponiendo que recluta mas fibras del vasto interno que cuando se la realiza por detrás, sin que esto sea una condición para aumentar la velocidad de traslación en la cancha. Y por esto se olvidan tener en cuenta si el deportista posee buena fuerza espinal, si necesita suplemento especial para los talones, si le falta fuerza en los aductores, si sabe cargar la barra en la espalda, si ese ejercicio le gusta o no, etc.
Este es un problema muy común de asociacionismo. Esto quiere decir que por que un ejercicio genera algo diferente a otro hay que usarlo ya que es mejor para el desarrollo específico en un deporte. Creo que se debería tener mas en cuenta la necesidad individual del jugador que las modas.
La gran diferencia esta dada entre aquellos que realizan sobrecarga en el fútbol y los que no lo hacen, y no entre los que hacen sentadilla por delante o por atrás.
DOLORES MUSCULARES
Por supuesto el entrenamiento con ejercicios de sobrecarga produce dolores musculares ya que se utilizan ángulos articulares que normalmente en el entrenamiento específico del fútbol no se adoptan. Esta es una de las quejas más común de los jugadores cuando comienzan un programa de sobrecarga. En realidad la queja esta referida a que esos dolores le influyen sobre las acciones básicas del fútbol (traslación de pelota, precisión, etc).
Esto nos parece algo normal dentro de cualquier proceso de entrenamiento deportivo. De hecho esto también se produce en el fútbol cuando se proponen nuevos ejercicios que requieren ángulos articulares poco comunes. Un ejemplo es realizar skipping durante la pretemporada. La flexión exagerada de la cadera genera molestias musculares en los flexores debido al poco uso (fuerza) que se le da durante el receso a esa posición de entrenamiento. Esto produce rompimiento de fibras fácilmente ya que las mismas no están acostumbradas a ser reclutadas.
Creemos que las zonas anatómicas más afectadas cuando se entrena con sobrecarga son:
• Los trapecios.
• Los lumbares.
• Algunas zonas de los cuádriceps y de los isquiotibiales.
Esto dolores típicos del entrenamiento con pesas no deben confundirse con las molestias articulares generadas por algún traumatismo. Aunque es muy difícil para el preparador físico o para el kinesiólogo determinarlas ya que las mismas no se pueden medir con un instrumento. Por lo tanto los dolores no deben tener mayor importancia dentro de la amplia gama de molestias que se sufre en el fútbol como consecuencia de los choques, las caídas, etc.
TÉCNICAS DE RECUPERACIÓN MUSCULAR
Por supuesto que cuando se comienza un programa de fuerza también deberá aplicarse técnicas de recuperación corporal. Se define a estas técnicas como toda aquella actividad que acelere los procesos de recuperación biológica en el deportista. Algunas de las más comunes son: la crioterapia, los masajes y técnicas específicas de flexibilidad, sauna, hidromasaje, etc. Estas actividades le permiten al jugador poder soportar cargas elevadas con mas frecuencia.
Algunos preparadores físicos argumentan que para las técnicas de recuperación corporal no hay tiempo. Pero la experiencia nos muestra que pasarse hielo en las articulaciones luego de realizar una sesión de trabajo es algo relativamente fácil. La crioterapia encontró buenos resultados con 3 a 4 minutos de exposición alternados. Por otro lado el masajista es una figura presente en casi todos los equipos cualquiera sea el nivel de competencia.
Interpretar estas consideraciones generales nos puede ayudar a mejorar la calidad del proceso de entrenamiento en el fútbol.

Autor: Darío F. Cappa.(Facultad de Ciencias de la Salud. Universidad Nacional de Catamarca. Catamarca, Argentina).

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